26/03/09

O homem que explodiu

Houve um homem que explodiu enquanto se passeava pelos jardins da cidade. O ar cheirava a corpo, as entranhas explodidas do homem lançaram na atmosfera o odor que preenchia o interior daquele ser humano acabado de entrar na fase de sublimação por explosão.

Foi num dia calmo, as pessoas passeavam pelos jardins, as crianças brincavam. Com o tremendo som da explosão audível a grande distância, toda a gente ficou assustada e alarmada começando, pouco depois, alguns a gritar Um homem explodiu! Foi um homem que explodiu! Todos começaram a acorrer ao local onde se tinha dado esse acontecimento. Mas quando lá chegaram já nada existia que pudesse dar a entender que ali no local da deflagração ruidosa e luminosa tivesse ocorrido tão significativo acontecimento. Não se via o mais pequeno bocado de corpo, nem mesmo havia o cheiro a corpo que se fez notar no ar nos instantes logo após a explosão. Nada. Era como se nunca tivesse acontecido ali nada. O homem explodiu e desapareceu. Sublimou-se.

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