21/03/09

O Camponês

Um camponês caminha como sempre o fez por aquele caminho com a velocidade a que as suas pernas lhe permitem avançar, mas desta vez ele tropeçou num calhau inesperado que lhe surgiu pela frente. Ali já à frente o caminho principia-se numa descida e o camponês tropeçando vê o seu corpo gravitar-se em direcção ao solo e logo a seguir, provocado pelo percurso descendente, inicia-se numa rebolagem como se de uma bola se tratasse. Engane-se aquele que pensar que o camponês se findou de movimentos circulares quando a descida se fez trocada por subida. Continuou ele a rebolar encosta acima e próxima encosta abaixo e próxima encosta acima e na outra abaixo e na seguinte acima e depois na outra abaixo e curva para a esquerda e curva para a direita e sempre a rebolar girando circularmente sobre o seu próprio eixo por montes, vales, planícies e planaltos. E girou, girou, girou e girou até que, por fim, chegou ao país das pessoas que se movimentam a rebolar sobre o seu próprio eixo.

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